Resident Evil: Operation Raccoon City.

Games  :  11 de maio de 2012

A ansiedade que um novo filme ou álbum provoca nos cinéfilos e nos fãs da música pop encontra um parelelo sem extremos no mundo dos videogames. Franquias consagradas despertam interesse com meses, até anos de antecedência, e os previews começam a pipocar pela web com as primeiras impressões e imagens do jogo. Toda expectativa, porém, pode gerar frustração. E é este sentimento que tem sido manifestado por boa parte dos aficionados pela série “Resident Evil”.

O novo título da série “Resident Evil: Operation Raccoon City” (veja o trailer) vem despertando opiniões divididas desde seu lançamento para Xbox 360 e Playstation 3, no último mês de março. Mesmo assim, as vendas iniciais do game de tiro em terceira pessoa passaram de um milhão de unidades. Números que, até agora, fazem jus ao histórico da franquia da Capcom – todos os episódios já ultrapassaram, fácil, as 40 milhões de cópias vendidas, desde 1996.

A ação do game concentra-se em 1998 em Raccoon City, e dá ao jogador a missão de ser um soldado da Umbrella, o centro de pesquisa responsável pelo  desenvolvimento do T-virus, que vazou e espalhou destruição pela cidade. Seu trabalho, então, é fazer parte de uma equipe de elite que pretende destruir as evidências que ligam a empresa ao incidente. E, principalmente, destruir sobreviventes. Enquanto, do outro lado, o governo americano envia seu próprio time de soldados de elite. É aí que o bicho pega.

Competindo sozinho ou com até outros quatro jogadores em uma batalha contra todas as forças competidoras presentes em Raccoon City, o game tinha tudo para ser um sucesso unânime de opinião. Questões técnicas e, principalmente, de jogabilidade, entretanto, têm sido os pontos mais criticados por quem não gostou do jogo, mesmo que qualidades sejam exaltadas.

O que mais tem incomodado a galera que não perdeu tempo e mergulhou de cabeça em “Operation Raccoon City” é justamente a falta de impacto, precisão e emoção provocada por um sistema de controle decepcionante. Os inimigos atinigidos, reclamam os fãs, não reagem com veracidade aos golpes aplicados.

A chiadeira envolve também quesitos como os gráficos,  que não apresentam muitas novidades em relação ao últimos títulos de “Resident Evil”, e o som, que mostra-se irregular em alguns momentos do jogo – às vezes estourado, outrora interrompido de forma abrupta.

Por outro lado, a variedade de formas de jogar que “Resident Evil: Operation Raccoon City” oferece não é nada desprezível. Uma das coisas mais legais é poder começar a jogar sozinho, até receber, online, a companhia de seus parceiros durante a partida. Os confrontos tipo mata-mata e os duelos entre equipes, no chamado Heroes, fazem a adrenalina subir, com combates em meio a zumbis ou à bordo de um helicóptero.

E, apesar do novo game não ter relação direta com a cronologia da série, “Operation Raccoon City” faz citações de momentos marcantes de situações que já apareceram durante a trajetória de “Resident Evil”. Referências que agradam aos velhos fãs e despertam a curiosidade de quem está se interessante agora pelos jogos da franquia.

Todos os prós e contras manifestados por quem já jogou o game ainda deve ir longe. Pelo menos até 2 de outubro, quando está programado o novo lançamento da franquia, “Resident Evil 6″.

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