Portátil, orbital ou planetária: como escolher a batedeira adequada

Nem todos nasceram com o dom de cozinhar pratos de fazer as visitas babarem. Mas na hora de impressionar com um bolo bem feito e decorado, mesmo que o preparo seja bem simples, qual batedeira escolher? Nas prateleiras do supermercado, as marcas oferecem a portátil, a orbital e a planetária.

A primeira, que geralmente vem com um par de batedores, prepara massas leves, como chantily, mousse e clara em neve, e as consideradas médias – bolo, por exemplo.A segunda funciona também para massas mais encorpadas – caso de pão, pizza e tortas. “É mais versátil, indicada para uso intensivo. O curioso é que a planetária não era uma categoria, mas um modelo do eletrodoméstico da Arno, que está no mercado há mais de 30 anos. No fim, acabou virando referência”, explica Sophie Lejard, gerente de produto da Arno.

A diferença no batimento é que a orbital só desenvolve um movimento, ao contrário do que a planetária oferece – o nome foi inspirado nos planetas, que fazem tanto a rotação quanto a translação. Por isso, a velocidade e a potência costumam ser mais altas para se adaptarem às mais variadas receitas. “O custo é superior aos demais por ser mais resistente, ter sistema diferenciado de rotação, além de batedores mais complexos que permitem diferentes maneiras de usá-la”, diz.

Ao adquirir um novo eletrodoméstico capaz de fazer os mais deliciosos bolos e tortas, deve-se levar em consideração a marca, que traz qualidade e confiança agregada ao produto, velocidade, potência e design. Também é relevante pensar na praticidade para limpar, montar, desmontar e guardar.

Mas, antes de tudo, deve-se analisar a finalidade do consumidor. “A portátil é mais compacta e prática para quem não utiliza com frequência – e não resiste ao uso intensivo, já que não é a proposta”, garante Sophie. A planetária obtém resultados de forma rápida e com melhor homogeneidade final; por outro lado, é mais cara e ocupa mais espaço.

Para quem ainda tem dúvidas se um mixer vale mais a pena, alguns modelos trazem batedores, mas são indicados para liquidificar, fazer sucos, sopas e maionese. “Não é adequado para preparar massas, nem emulsionar”, esclarece.

No decorrer das décadas, as donas-de-casa e os amantes da culinária só têm a agradecer aos avanços da tecnologia. Algumas linhas oferecem o alimentador, que consiste numa peça encaixada na tigela para que novos ingredientes sejam adicionados com a batedeira em funcionamento sem causar sujeiras. O botão “eject”, por exemplo, remove os batedores sem esforço para evitar lambança nas mãos.

Além dessas funções, espátulas especiais raspam a parede com o intuito de aproveitar todo o conteúdo, direcionando a massa da borda para o centro. Outras permitem o controle da velocidade no início, impedindo respingos pela cozinha. “Já existem batedeiras com a base inclinada para que os ingredientes acumulados nas bordas não sejam desperdiçados e até batedores aeroturbo, que adicionam mais ar à massa, deixando-a mais fofa”, conta a gerente. Para lavar, não tem segredo: use pano umedecido, esponja macia e detergente neutro.