Livros e filmes para (tentar) entender Che Guevara…

Filmes, Livros  :  14 de junho de 2012

Poucas imagens do século 20 são tão marcantes como a fotografia acima. Fotografado pelo cubano Alberto Korda em março de 1960, Che Guevara definitivamente virava o maior símbolo dos movimentos de esquerda, seja estampando camisetas de adolescentes, cartazes, bandeiras em manifestações. Tudo provocado por um argentino nascido em um 14 de junho – segundo sua biografia oficial.

A polêmica que envolve Ernesto Che Guevara começa a partir de seu nascimento, em Rosário, Argentina. Para a história, vale 14 de junho de 1928; outras fontes, porém, defendem que o nascimento ocorreu exatamente um mês antes, em 14 de maio. A partir daí, fatos e posições controversas fizeram do médico, escritor e guerrilheiro um ícone, um personagem marcante por sua ativa participação em passagens históricas do cenário político mundial do século passado. E uma figura amada ou odiada.

Che Guevara entrou para a história por ser um dos ideólogos e comandantes que detonaram a Revolução Cubana, em 1959, que culminou com a queda do então ditador Fulgêncio Baptista, substituído pelo militar Fidel Castro, presidente do país até 2008.

O argentino foi figura importante no governo de Cuba, ocupando cargos executivos até 1965, quando seguiu para o Congo, na África, tentando repetir o processo de derrubada do regime vigente para estabelecer um governo comunista, missão em que fracassou antes de voltar à América do Sul, onde acabaria assassinado em uma emboscada do Exército boliviano, em 1967.

Sua fama, porém, se eternizaria, muito por se tornar símbolo da luta contra governos poderosos, como os Estados Unidos, que decretaram embargo à Cuba a partir do momento que a então União Soviética demonstrou apoio ao regime de Fidel Castro. Episódios que fizeram de Che Guevara um ícone cultural detalhado em livros de história, biografias e filmes.

Um dos exemplos mais famosos tem as mãos de um brasileiro, o cineasta carioca Walter Salles Jr., que em 2004 dirigiu “Diários de Motocicleta”, longa-metragem que trazia o mexicano Gael García Bernal como um jovem Che Guevara que, ao lado do amigo Alberto Granado cruzou, em 1952, boa parte da América do Sul de moto, viagem que foi definitiva para que Che conhecesse a realidade do continente. E que mostrava o personagem central formando a consciência política e social que o transformaria em guerrilheiro.

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