De volta à moda, papel de parede valoriza a decoração

Muito recorrente na decoração dos anos 1970, o papel de parede está de volta para tirar a monotonia das tintas – e pode ser aplicado em qualquer ambiente. Além das listras, que nunca saem de moda, as estampas em alta são os arabescos e os adamascados. “É um item decorativo que impõe personalidade e traz aconchego”, diz a arquiteta e designer de interiores Pricila Dalzochio. Em cômodos suscetíveis a mofo, como cozinha e banheiro, deve-se utilizar o tipo vinílico, que suporta a umidade.

Se o desenho for marcante, o ideal é escolher somente uma superfície do cômodo para destacar – a mistura de ilustrações, texturas e cores podem cansar em menos tempo. “Ajuda bastante se o papel for discreto e a parede escolhida para aplicação for pequena ou esteja atrás de algum móvel”, afirma a arquiteta Carla Torci.  As estampas longilíneas, grandes e com tons claros dão a sensação de que o espaço é maior.

Para revestir todo o cômodo, existem modelos específicos: mais texturizados e menos estampados. “Opte por objetos de decoração feitos de materiais neutros, como madeira, vidro e metal para não poluir o visual”, acrescenta. Também é importante verificar se a parede está em boas condições físicas – sem umidade, rachaduras ou ondulações – e não sofrerá desgaste, como o atrito frequente de cadeiras ou batente de porta.

Talvez pareça informação demais, mas adesivos não estão descartados. “O importante é criar menos contraste com a superfície. Se for azul, um adesivo da mesma cor, mas um pouco mais claro, decora de maneira discreta e menos óbvia”, sugere a arquiteta. Caso a ideia seja pendurar quadros e porta-retratos, o papel deve ser neutro para dar base às molduras.

Enquanto o preço médio da pintura por metro quadrado é de R$ 30, a aplicação do papel completo varia de R$ 50 a R$ 10 mil, de acordo com o modelho escolhido. “O valor é maior se for importado ou desenvolvido por designer renomado”, garante Pricila. Mas, para quem quiser aderir ao estilo faça-você-mesmo, é necessário comprar o rolo de papel, a cola específica e seguir as instruções do fabricante. Os autoadesivos são ainda mais simples: é só remover a película. “Mas tem que ser bastante caprichoso para deixar a estampa alinhada e contínua”, alerta.

A vantagem é não sujar a casa, não precisar cobrir os móveis, nem aguentar o cheiro de solvente – uma superfície pequena fica pronta em apenas uma hora. “A cola é aplicada no verso e na própria parede. O profissional inicia pela parte superior, alisa e ajusta até ficar no lugar exato”, ensina. No fim, as sobras são próximas ao teto e ao chão são cortadas com um estilete.