Como apresentar e estimular a leitura e a escrita aos pequenos

Desde muito pequenos somos rodeados por letras, números e mais uma porção de vocábulos. Agora, tudo parece muito fácil e natural, mas quando se é criança, esse universo é mais um mundo para ser desbravado. Como, então, apresentar a leitura e a escrita para as crianças e – mais ainda – fazê-las se interessar e estimular esse aprendizado?

Desenvolvemos com a ajuda da professora Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Maria Elisa Lopes, um guia prático com 4 passos superfáceis para você inserir no dia a dia do seu filho.

1 – A criança deve observar a leitura e a escrita. É nesse ponto que os pais e – principalmente – a escola exercem um papel importantíssimo: servir de modelo. A criança aprende muita coisa enquanto observa. É assim com a fala, com boas maneiras e, porque não, com a escrita e a leitura.

2 – Depois de “observar a teoria”, vem o “pôr conhecimentos em prática”. Para isso, a criança deve ser rodeada de materiais que lhe dêem oportunidade de se aventurar. “Disponibilize materiais impressos e de escrita. Ofereça condições para que a criança possa praticar a leitura e a escrita“, afirma Maria Elisa.  Segundo a
professora, a literatura infantil que temos disponível hoje em dia é rica nesse
aspecto. Temos até livros que podem ser levados para o banho, feitos de
plástico resistente, para a criança aprender e ser estimulada até em ambientes
que não são comuns à prática.

3 – Seja um leitor. O professor tem o dever de ler todos os dias para a criança. Além do estímulo da escola, os pequenos também podem receber o incentivo em casa. Uma boa hora é antes de dormir: quem não tem tempo, não terá desculpas para não o fazer – além de ser um hábito importante no relacionamento entre adulto-criança, que pode ser cultivado todos os dias. “Ler antes de dormir, além de estimular o aprendizado, é um ato de carinho e afeto, um momento de proximidade entre a pessoa que está lendo e a criança”.

4 – Observe se o pequeno expressa aquela vontade de pegar o lápis e sair escrevendo. Se ela aparecer, estimule-o a tentar. “Deixe que ele se arrisque. É importantíssimo considerar a intenção da criança em escrever e incentivar qualquer tentativa que ela demonstre. Deixe que ela se arrisque, mesmo que ela ainda não tenha domínio sobre o código convencional de escrita, mesmo que o que ela escreva seja ininteligível”, diz Maria Elisa. “Essa é uma sementinha que está sendo plantada”. Além disso, é super importante que haja um professor ou alguém mais velho que possa orientá-la nessas tentativas, mostrando como as letras devem ser feitas e guiando-a sempre.